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2.11.04

POR ESTES DIAS ... 



Hoje, na rádio, só nos é permitido escutar aquilo que traduz a força das editoras. Os programas de autor, que fizeram da rádio um factor de desenvolvimento cultural e que atravessou gerações, acabaram, ou estão em vias de extinção.

Durante 20 anos, nas ondas da rádio, existiu um desses programas, onde nos era propiciado o contacto com sonoridades que, muitas vezes, passavam despercebidas nos grandes circuitos comerciais. Estou a falar do programa Intima Fracção, de Francisco Amaral.

Nos últimos anos, este programa era um dos símbolos que marcavam a diferença da rádio TSF em relação às outras estações radiofónicas. Agora isso já faz parte do passado. Musicalmente falando a TSF aproximou-se das características das restantes rádios, banalizando-se e vulgarizando-se.

A Intima Fracção andou uns tempos perdida, até ter encontrado porto de abrigo nas ondas da net e da Rádio Universidade de Coimbra (RUC). Felizes pois os ouvintes da RUC, por poderem, aos domingos à noite, escutar os textos e as músicas que Francisco Amaral partilha com quem o quer ouvir.

Sobre o programa de rádio, deixo aqui as próprias palavras do autor, que é quem melhor pode falar sobre a IF.

?A IF é um programa de rádio com música, mas não é sobre música. Com textos, mas não é sobre literatura. Com sons, ruídos e silêncios.

O seu objectivo é colocar na rádio as emoções, utilizando uma encenação contida. É uma banda sonora para os filmes de cada um. Um momento de suspensão, íntimo, deslizando pelo imaginário. Não há um tipo de música que caracterize a IF. Há apenas uma coerência interna. O mesmo para os textos e todos os elementos que a compõem.

Para o ouvinte, está livre o quadrado imaginário a preencher. Por isso, a frase chave da Íntima Fracção : pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir.?

In: http://www.ruc.aac.uc.pt/sinopse.php?id=201

in. "Proteu"




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