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10.1.04

Through the day as if on an ocean... 

A fotografia do Mário lembra-me a última cena d' O quarto do filho, de Nanni Moretti e o filme lembra-me Brian Eno, by this river...

Here we are stuck by this river
You and I underneath a sky
That’s ever falling down down down
Ever falling down

Through the day as if on an ocean
Waiting here always failing to remember
Why we came came came
I wonder why we came

You talk to me as if from a distance
And I reply with impressions chosen
From another time time time
From another time

9.1.04

Azul no ar e no mar 

images/mar_2004



Que o azul nunca fique arredado de nós.

8.1.04

Como uma pintura, para ver sem flash 

Já escrevi e rescrevi, amarrotei éne folhas de papel virtual até estas palavras que lêem. Tudo porque me espantei de novo com a minha emoção à flor da pele.
Tenho tido muito pouco tempo para a música, para a melomania. Nas minhas antigas noites de estudo, de uma forma subliminar (o rádio murmurava), era a Íntima Fracção que me fazia reganhar energias sempre por via de um momento sublime que me era oferecido por um som... O som de um combóio, de uma tempestade, de um grão de voz, uma emoção que vinha de um sítio sem olhar, sem reflexo e, contudo, de alquimia.
Hoje, enquanto vos escrevo, regresso ao tempo das cassetes. A "cassete" são 40 megabytes em formato MP3 que me fazem correr este risco do excesso de palavra. Regresso ao trabalho, sempre aqui em frente ao computador, regresso aos textos, às fórmulas, espremo números tentando não lhes alterar o sabor, mais por gozo do que por vontade de academismo. E de novo a Íntima Fracção...
Antes que se escoem os pouco mais de 40 minutos de música, antes de acabar de ler os poemas do alinhamento que a Cristina aqui publicou, abandono os blogues por alguns instantes mas volto a deixar-vos a dica para uma Íntima Fracção a ouvir de preferência no nosso mais íntimo prime-time.

Como uma pintura, para ver e rever sem flash.

Rui MCB (texto publicado no Adufe.pt)

5.1.04

Dernière étape avant le silence 



1. Et peu à peu les flots respiraient comme on pleure
2. JLG
3. Hurlements en faveur de Serge T.
4. Le marin rejeté par la mer
5. Dernière étape avant le silence
6. Dialogues avec le vent
7. Ses mains tremblent encore
8. Ma contribution à l'industrie phonographique
9. Géographie intime
10. Je suis vivant et vous êtes morts
11. Mon Royaume
12. Potlatch (1971-1999)
13. Un souffle remua la nuit

Quando uma noite me disseste que 

Quando uma noite me disseste que
eu era um perdido
porque somente sonhava com as folhas
do outono e o tumulto das vozes
de tempos esquecidos e um eco me levava
a abandonados sentidos, a sombrios quartos e
a um mar em ruínas
então percebi o coração de um errante
que não pode malquerer e vai
depois de caminhar tantos dias sem que
dislumbre sequer uma sombra de árvore, vai
náufrago
cantando versos feridos de amor.

João Miguel Fernandes Jorge



Michal Rovner, Border #8, 1997–1998, © The Metropolitan Museum of Art


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