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17.1.04

17. Dowtown train 

Tom Waits, Downtown train

Outside another yellow moon
punched a hole in the night time, yes
I climb through the window and down the street
shining like a new dime
the downtown trains are full with all those Brooklyn girls
they try so hard to break out of their little worlds

You wave your hand and they scatter like crows
they have nothing that will ever capture your heart
theyr'e just thorns without the rose
be careful of them in the dark
oh if I was the one
you chose to be your only one
oh baby can't you hear me now

Will I see you tonight
on a downtown train
every night is just the same
you leave me lonely now

I know your window and I know it's late
I know your stairs and your doorway
I walk down your street and past your gate
I stand by the light at the four way
you watch them as they fall
they all have heart attacks
they stay at the carnival
but they'll never win you back

Will I see you tonight on a downtown train
where every night is just the same you leave me lonely
will I see you tonight on a downtown train
all of my dreams just fall like rain
all upon a downtown train

é essa a área que mais me interessa 

A minha memória não é uma fonte de sofrimento. Certas partes são como uma loja de penhores, outras como um aquário, outras como uma despensa. Julgo que há um sítio onde a memória se distorce como as imagens nos espelhos de feira e é essa a área que mais me interessa.

Tom Waits, Outubro de 1983
in Nocturnos, tradução de João Lisboa e edição Assírio & Alvim

16.1.04

Estou a chegar a um ponto em que começo a gostar verdadeiramente da minha voz 

O que eu faço é só, só isto: tentar escrever sobre o que observo. Sou um pouco como um detective. Também não me falta compaixão pela condição humana. Procuro conferir uma certa dignidade a todas as situações que descrevo e às pessoas sobre quem escrevo. Mas frequentemente, a inspiração para uma canção não tem nada a ver com o que eu descrevo nela. As histórias não são mais do que uma metáfora para qualquer coisa de que quero falar. Sou um songwriter, não um jornalista. Cito imensos locais e nomes mas, geralmente, são apenas metáforas para algo de diferente.
[...]
Queres mesmo saber como é que a minha voz se modificou? (Pega numa garrrafa de Old Bushmill, saboreia uma golada e lê, dando a impressão de se estar a ouvir Orson Wellles num reclame para uma marca de vinho branco.) Ora bem, aí vai: "É importado de mais antiga destilaria do mundo, numa concessão original que data de 1608. Deve a sua leveza e qualidade à cuidadosa escolha dos grãos de cevada a partir dos quais é produzido e é apreciado pelos connoisseurs de todo o mundo pela sua macieza, delicioso bouquet e magnífico paladar". Aí tens. Também trabalho muito, estou sempre a cantar, todo o tempo na estrada. Estou a chegar a um ponto em que começo a gostar verdadeiramente da minha voz. Quando reescuto os meus primeiros discos, dá-me a ideia que cantava como um menino de coro...
[...]

Tom Waits, Maio de 1979
in Nocturnos, tradução de João Lisboa e edição Assírio & Alvim
© photo Cynthia MacAdams


14.1.04

You dreamed me up and left me here 

I'm Still Here

You haven't looked at me that way in years
You dreamed me up and left me here
How long was I dreaming for
What was it you wanted me for

You haven't looked at me that way in years
Your watch has stopped and the pond is clear
Someone turn the lights back off
I'll love you til all time is gone

You haven't looked at me that way in years
But I'm still here

Tom Waits/Kathleen Brennan Waits

13.1.04

Abandoned House 





Walker Evans (American, 1903–1975), [Abandoned House], 1973–74,
Instant color print; 7.9 x 7.9 cm (3 1/8 x 3 1/8 in.)
© Walker Evans Archive, The Metropolitan Museum of Art


In 1973 Evans began to work with the innovative Polaroid SX-70 camera and an unlimited supply of film from its manufacturer. The virtues of the camera, introduced in 1972, fit perfectly with Evans's search for a concise yet poetic vision of his world: its instant prints were for the infirm seventy-year-old photographer what scissors and cut paper were for the aging Matisse. The unique SX-70 prints are the artist's last photographs, the culmination of half a century of work in photography. With the new camera, Evans returned to several of his themes—among the most important of which are signs, posters, and their ultimate reduction, the letter forms themselves. In the 1930s he had been the first American artist to draw emphatic attention to the impact of the sign in the landscape. His continuing interest in quoting the written language of commercial signs and translating them into self-sufficient pictures was fueled by his literary ambitions and by his understanding that the essential "stuff" of the contemporary world was to be found in these often unconscious symbols of modern life.

Copyright © 2000–2004 The Metropolitan Museum of Art

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