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19.2.04

Vista e Ouvido 

Saber exactamente o que este som (ou esta imagem) fazem aqui.

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O que é para o olhar não deve ser redundante com o que é para o ouvido.

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Se o olho é inteiramente conquistado, não dar nada ou quase nada ao ouvido1. Não se pode ser ao mesmo tempo todo olhar e todo ouvidos.

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Quando um som pode substituir uma imagem, suprimir ou neutralizar a imagem. O ouvido dirige-se sobretudo para o interior, e o olhar para o exterior.

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Um som não deve nunca vir em auxílio de uma imagem, nem uma imagem em auxílio de um som.

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Se um som é o complemento obrigatório de uma imagem, dar preponderância quer ao som, quer à imagem. Em situação de igualdade, eles brigam ou anulam-se, como se diz das cores.

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Uma imagem e um som não devem auxiliar-se, mas trabalhar cada um por sua vez como se fossem estafetas.

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Quando apenas o olho é solicitado, o ouvido fica impaciente; quando apenas o ouvido é solicitado, o olho fica impaciente. Utilizar essas impaciências. Poder do cinematógrafo que se dirige a dois sentidos de forma regulável.

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À táctica da velocidade, do barulho, opor as tácticas da lentidão, do silêncio



Robert Bresson, "Notas sobre o cinematógrafo"
© Porto Editora (colecção Elementos Sudoeste)

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1 E inversamente, se a orelha está inteiramente conquistada, não dar nada aos olhos.

18.2.04

now there's that fear again 



múm| now there's that fear again | BAM, Barcelona Acció Musical | 21 Setembro 2002

THE VOICE OF THE SILENCE-FRAGMENT I 

para "lugar efémero"

quando as manhãs se abrem assim ao nevoeiro, à humidade, aos deuses dos países frios, nasce em nós a esperança de enverdecer, de nos tornarmos fluídos, marítimos. é uma esperança como outra qualquer. não custa olhar pela janela e sonhar com dias de imensidão e tranquilidade; com lareiras e rádios a pilhas.

frederico mira george

17.2.04

Last Things Last 



Para ouvir

© Quarterstick Records



© Derek Smith

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