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29.5.04

Vale a pena continuar com neurónios! 

Rádio gira-discos


"Ao mesmo tempo que se definiram e criaram padrões de rádio entendida como meio de informação e divulgação, foram surgindo contrapontos inevitáveis, numa situação de comodismo, facilitismo e refúgio, em meios geográficos de economia mais débil, absolutamente e perdidamente incaracteristicos. Foram as rádios gira-discos que quiseram concorrer apoiadas no consumo de adolescentes e jovens. Os exemplos ainda aí estão: RFM, Rádio Comercial, Antena 3 e uma nova versão do saudoso Rádio Clube Português que substituiu a Rádio Nostalgia.
Estes são os padrões nacionais de rádio gira-discos, porque, afinal, todas as outras rádio locais e rádio regionais seguem o mesmo modelo e cumprem o mesmo percurso.
É um projecto de rádio sem projecto que não obriga a pensar, não tem custos de produção, ou tem custos mínimos, mas também não serve para nada, a não ser para acompanhar viagens longas de automóvel, de gente de um escalão etário mais baixo e com poucas preocupações culturais. Aliás tem sido norma de muitos governos (não só em Portugal) manter a população inculta e em estado notório de sub-desenvolvimento, exactamente para não causar demasiados problemas. Se juntarmos a isto o papel desenvolvido pela Igreja Católica, sobretudo nos meios rurais, ficamos com um quadro completo da situação e da conveniência (?) que há em termos muita música e pouca palavra.
A radiofusão assenta em princípios básicos, muito claros, anteriormente já apontados, que passam pelo cumprimento das premissas também já enunciadas. É, por tal razão, um enorme "bluff", podendo afirmar-se que em 2003 os únicos modelos próximos do desejável eram interpretados pela Antena 1 e pela TSF, traduzidos na existência de uma informação rigorosa; em programas de informação e de divulgação da cultura; em debates e entrevistas de actualidade; nas reportagens directas; na transmissão de música criteriosamente escolhida com predomínio da portuguesa; e em rubricas respeitantes a tempos livres, desporto, lazer e turismo.
Quer isto dizer, no quadro actual, que a rádio generalista não pode deixar de ser um grande jornal sonoro a editar 24 horas por dia, ou seja, em edição permanente.
Contrariar este estatuto e alterar esta definição é contribuir para a estupidificação e incultura do público consumidor.
Infelizmente, em Portugal sempre se cultivou a incultura e a estupidificação. Talvez fizesse jeito a certos governos. Ao de Salazar certamente que fazia. Mas houve seguidores."


Fernando Correia
jornalista
(tsf)

in "A Rádio Não Acontece...Faz-se"
(pags. 95 e 96)

edição Sete Caminhos
2004


27.5.04

The wait 

Espero pela Íntima Fracção ... no ar ou na rede. Espero.

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